A rua é formada por quatro quarteirões, entre a avenida Delfim Moreira e a rua Conde de Bernadotte, sendo os dois quarteirões, entre a avenida Ataulfo de Paiva e rua Conde de Bernadotte incluídos na APAC do Leblon.
Entre a avenida Ataulfo de Paiva e a rua Humberto de Campos, o cenário da rua está envolvido por edificações, com alto gabarito, localizadas no centro do quarteirão, interferem na imagem da rua e criam um impacto visual. A paisagem só é suavizada nas proximidades da rua Humberto de Campos, pelas seis edificações preservadas e localizadas em lados opostos. Suas fachadas se interagem e compartilham traços comuns: nos estilos, caracteres, personalidades, individualidades e alturas em conformidade com a escala humana.
Caminhando em direção à rua Conde Bernadotte a riqueza do cenário da rua é acentuada pelo grande número de edificações preservadas no pequeno quarteirão, circundado pela rua Humberto de Campos e a avenida Bartolomeu Mitre. Elas apresentam traços arquitetônicos que combinam elementos decorativos dos movimentos de Art Déco e protomoderno.
O fluxo de veículos é reduzido, permitindo aos moradores uma ambiência tranqüila na rua Contudo, a intensa arborização induz ao pedestre uma sensação de clausura.
Conhecida anteriormente como Rua Domingos Moutinho. Foi reconhecida como Rua João Lira pelo Decreto nº 4198 de 25/04/33 e seu prolongamento através do Decreto nº 9207 de 19/04/48.
João Lira Tavares nasceu na cidade de Goiana em Pernambuco, em 23/12/1871, e faleceu no Rio de Janeiro, em 31/12/1930. Membro fundador do Instituto dos Guarda-Livros de Pernambuco. Entrou na vida pública no ano de 1902, como Deputado Estadual pela Paraíba, e foi senador pelo Rio Grande do Norte, nos anos de 1915 e 1927.