A rua Aristides Espínola é formada por três quarteirões entre a avenida Delfim Moreira e a rua Dias Ferreira. Somente estão incluídos na APAC do Leblon os dois quarteirões entre a avenida San Martin e a rua Dias Ferreira.
No quarteirão entre as avenidas San Martin e Ataulfo Paiva as edificações mantêm uma escala de equilíbrio, entre aquelas com cerca de oito pavimentos e aquelas de até cinco pavimentos e preservadas. Todas as fachadas são recuadas em relação ao alinhamento do terreno que, juntamente com um sombreado das filas de árvores nas calçadas, dão ao pedestre uma sensação agradável de caminhada e amplitude.
Entre a avenida Ataulfo Paiva e a rua Dias Ferreira, a riqueza do cenário da rua é acentuada pelo grande número de edificações preservadas. Elas apresentam traços arquitetônicos que combinam elementos decorativos dos movimentos de Art
Déco e do moderno, e mostram evidências da sociedade que ali habitava, nos anos de 1950.
O forte contraste de forma e configuração da rua, somente é rompido pelo número 88, na esquina com a avenida Ataulfo de Paiva.
Recebeu a denominação de rua 19 e, em 22/12/1926, através do Decreto nº 2515, foi reconhecida como rua Aristides Espínola.
Aristides de Sousa Espínola, nasceu em Caitité na Bahia, em 29/08/1850 e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 9/07/1925. Obteve o grau de Bacharel em Direito. Ocupou o cargo de presidente da Província de Goiás durante o governo imperial. Nas legislaturas dos anos de 1885, 1886 e 1889 atuou como deputado-geral. No Jornal Diário da Bahia trabalhou como jornalista. Durante o governo republicano foi deputado federal entre os anos de 1909 e 1911.